Papilite – Criptite

Introdução:

Processo inflamatório que acomete as papilas ou as criptas anais, normalmente secundário aos traumatismos no canal anal. Manifestam-se por discreta dor ou ardor anal, que piora ao evacuar e ao andar e é, às vezes, acompanhada da saída de muco (catarro) e quando grave, pus. Pode ainda dificultar a evacuação. O tratamento é inicialmente clínico com o uso de uma dieta rica em fibras e de um laxante emoliente, analgésicos, antibióticos, banhos de assento em água morna (é proibido o uso do papel higiênico) e cremes. A cirurgia é reservada para os casos agudos que não melhoram clinicamente e para os crônicos.

Etiopatogenia:

Processo inflamatório que acomete as papilas anais ou as criptas anais de Morgani, normalmente secundário aos traumatismos no canal anal.

Quadro clínico:

Semelhante e caracterizam-se pela discreta dor ou ardor anal, que piora ao evacuar e ao andar e é, às vezes, acompanhada da saída de muco (catarro) e quando grave, pus. Pode ainda dificultar a evacuação. Quando a papilite atinge um tamanho maior que 1 cm, pode ocorre seu prolapso à evacuação.

Diagnóstico:

  • Veja a Imagem Cripitite: pelo quadro clínico e exame proctológico quando observa-se a secreção mucopurulenta saindo pelo anus, ao toque retal evidencia-se a hipertonia do esfíncter e a anuscopia mostra a congestão e o edema na linha pectínea e ainda pode-se observar a saída do pus da cripta inflamada.
  • Veja a Imagem Papilite: pelo quadro clínico e exame proctológico quando ao toque retal e à anuscopia evidencia-se as papilas hipertrofiadas como formações mamelonadas, únicas ou múltiplas, e sensíveis localizadas na linha pectínea o que as diferencia dos pólipos retais.

Tratamento:

Tratamento conservador

Nos quadros agudos, embora as criptites freqüentemente regridem espontaneamente, sem que o paciente procure o médico, em ambos, é inicialmente clínico e baseasse no uso de analgésicos, antibiótico oral, banhos de assento em água morna (é proibido o uso do papel higiênico) e pomadas analgésicas e antiinflamatórias.

Sempre acompanhado de uma dieta rica em fibras e de um laxante emoliente (Metamucilâ ou Agiofibraâ ) e se necessário usa-se um estimulante (Agiolaxâ ou Naturettiâ ).

Tratamento Cirúrgico

É reservada para os casos agudos que não melhoram clinicamente para os crônicos. Consiste da ressecção da papila (papilites ou papila anal hipertrófica) e na ressecção das criptas pérvias (cripitites) à exploração por um estilete, sob anestesia local em regime ambulatorial.

  • Veja a Imagem Tratamento cirúrgico da criptite: Exploração, com estilete, da crípta anal drenando assim, toda a secreção purulenta.
  • Veja a Imagem Tratamento cirúrgico da papilite: Papila hipertrófica sendo ressecada com a ponta do bisturi elétrico.
  • Veja a Imagem Aspecto final após a ressecção.
  • Tratamento endoscópico da papila hipertrófica: O exame do canal anal no final da colonoscopia permite a identificação da papila hipertrófica. Injeta-se o anestésico sob a lesão através do cateter de esclerose. Realiza-se a papilectomia com a alça de polipectomia