Plicoma Anal

Introdução e Causa:

O plicoma anal (“pele solta no ânus”) sâo lesões cutâneas externas decorrentes do espessamento das pregas ou dobras da pele ao redor do ânus. O tamanho pode chegar a 2 cm ou mais. Assim, não correspondem a uma hemorróida verdadeira.

Não existe uma causa específica para o plicoma anal. Considera-se que ocorrem devido ao atrito pele-a-pele.
Nas fissuras em fase de cicatrização, partes da pele da borda externa podem se agrupar formando o plicoma anal sentinela externo.
Na cicatrização de feridas de qualquer cirurgia anal, os plicomas podem se desenvolver devido ao edema (inchaço) da pele das bordas.
O inchaço cíclico das hemorroidas externas aos esforços físicos e evacuatórios podem fazer com que a pele que os recobre perca a alasticidade, formando plicomas anais.
Podem ser resultado de hemorroidas externas trombosadas, quando a pele que os recobre perde a alasticidade.
As mulheres grávidas também podem desenvolver plicoma anal, e se deve ao aumento do útero que acarreta o aumento da pressão intraabdominal com consequente inchaço perianal e pelas alterações hormonais.
Complicação Doença Inflamatória Intestinal, principalmente da Doença de Crohn
Resultado de qualquer processo inflamatório agudo ou crônico perianal.
Múltiplos plicomas são muitas vezes consequências das hemorróidas externas, mas podem, em algumass situações aco panahr apenas as hemorroidas internas.
Podem ser confundidas com verrugas (HPV) ou hemorróidas.

Em geral, as pessoas que estão acima do peso são mais propensas a desenvolver. As mulheres são mais frequentemente acometidas.
Fatores predisponentes:
Constipação: as fezes ressecadas levam ao esforço evacuatório e torna-se um processo incómodo e às vezes até doloroso, causando estresse indevido na cavidade anal, resultando em fissuras e plicomas.
Parto: podem ocorrer nas mulheres com parto doloroso ou complicado.
Relaçao anal: se as pessoas participam de sexo anal sem lubrificação adequada, fissuras e plicomas podem aparecer, mas não são transmitidas, ou seja não são DST.

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Quadro clínico:

Geralmente não produzem sintomas, exceto pelo desconforto e/ou incômodo de sua presença.
A presença de dor, sangramento ou prurido sempre leva à procura de uma causa específica ( hemorróidas, prurido crônico, fissura, fístula, etc.) e o seu tratamento leva a resolução do processo na maioria dos casos e quando não é observada e realiza-se a simples exérese cirúrgica do plicoma certamente não aliviará os sintomas do paciente.
Após afastar outras causas e persistindo as inflamações repetidas que levam a dor e inchaço ou dificulta a higiene anal, o tratamento cirúrgico destas lesões é uma obrigação.

Diagnóstico:

O simples exame da região perianal detecta-se o plicoma anal (lesões cor-de-rosa ou saliência da cor da pele ao redor do ânus, uma “pele solta no ânus”). Na suspeita de qualquer coisa anormal, tamanho, forma, cor, entre outros realiza-se a biópsia (amostra minúscula do plicoma é removida e envido para exame anatomopatológico).

Tratamento:

Tratamento conservador

É a opção na maioria das vezes, uma vez que a maioria responde bem.

O tratamento inicial é baseado em medidas gerais de higiene, como minimização do uso de papel higiênico e evacuações rápidas, sem longos períodos no vaso sanitário. Recomenda-se igualmente uma boa ingesta de líquidos.

Além disso, recomenda-se a utilização de fibras e emolientes fecais no sentido de se reduzir o trauma no canal anal durante as evacuações, no tratamento e prevenção de constipação intestinal associada.

Quando o plicoma inflama causando dor, desconforto e inchaço, os banhos de assento em água morna ajudam a relaxar a musculatura esfincteriana interna e reduzem o desconforto e o inchaço. Usa-se também relaxantes musculares, analgésicos e pomadas.

Tratamento Cirúrgico

Quando o tratamento conservador falha ou o paciente deseja livrar-se imediatamente do problema.

Realizada principalmente quando esteticamente incomodam ou quando sintomáticos: desconforto, principalmente pela dificuldade em realizar a higiene adequada; quadros frequentes de inchaço e dor, as vezes dificultando sentar; secreção e prurido; podem causar grande desconforto com o contato (fricção) com a roupa ou ao andar e mesmo usar roupas íntimas apertadas, principalmente na mulheres.

A retirada cirúrgica sob anestesia local é fácil, rápida e com poucas complicações.
Não necessita de internação e de preparo intestinal.
Sâo retiradas de forma elíptica e as bordas da ferida aproximadas com uma sutura absorvível.

1- Anestesia local
2- Excisão do plicoma com uma tesoura
3- Sutura da ferida

 

 

 

 

Póp-operatório

Prescrição pós-operatória
Anti-inflamatórios, analgésicos, laxantes suaves e pomadas cicatrizantes e em alguns casos antibióticos.

Condições que ocorrem após a cirurgia.
Precoces e comuns
Dor pós-operatória variável: melhora com o uso de anti-inflamatórios, relaxantes musculares e narcóticos. Dor anal intensa e contínua (“latejante”) deve ser comunicada por estar associada à infecção.
Secreção de pus e sangue ou sangramento discreto: ocorrem em todos os casos, especialmente após as evacuações e são considerados normais no pós-operatório, mas diminui com os dias.
Inchaço perianal: ocorrem em todos os casos, mas diminui com os dias.
Precoces e raras
Hemorragia volumosa (jato ou escorrendo pelas pernas) com tonteira e palidez.
Infecção cirúrgica manifestada por dor anal intensa, febre e dificuldade para urinar.
Em ambos os casos entre em contato comigo e caso não consiga procure o pronto atendimento mais próximo da sua casa.
Tardias e raras:
Fissura anal: pouco frequente e decore da não cicatrização da ferida, sendo mais comum nos pacientes que evacuem fezes ressecadas no pós-operatório. Geralmente solucionadas com o tratamento clínico. Correção do hábito intestinal e pomadas cicatrizantes.
Recidiva do plicoma: outros plicomas podem se formar com o passar dos anos, à semelhança dos originais.
Muitos pacientes continuam a sentir desconforto sobre a região da cirurgia por algumas semanas após a cirurgia, mas este diminui gradualmente com o tempo.

Orientações ao Paciente
Geralmente conseguem trabalhar em serviços não pesados em 2 a 4 dias.
Poderá deambular livremente, mas não realize exercícios árduos ou carregue peso acentuado até que ocorra a cicatrização completa da ferida.
Você pode (e deve) eliminar flatos (gases) e evacuar assim que sentir necessidade após a cirurgia. As evacuações sempre provocam algum desconforto ou mesmo dor, mas diminuirá à medida que o progresso de cicatrização ocorre. A evacuação de fezes normais e sem esforço é essencial para a cicatrização da cirurgia.
Seguir com todo o rigor as orientações dietéticas, os cuidados locais e a prescrição médica. Não colocar pomadas ou outro produto que não tenha sido prescrito.

Isenção de responsabilidade

As informações contidas neste artigo são apenas para fins educacionais e não devem ser usadas para diagnóstico ou para orientar o tratamento sem o parecer de um profissional de saúde. Qualquer leitor que está preocupado com sua saúde deve entrar em contato com um médico para aconselhamento.