Tumores do canal anal

Introdução:

Embora sejam bem menos freqüente que os tumores do cólon e do reto, o câncer do canal anal tem grande importância devido a sua grande morbimortalidade. Correspondem de 1 a 2 % dos tumores do aparelho digestivo. Apresentam, na maioria, bom prognóstico.

Classificação:

  • Epidermóides:
    • Espinocelulares Basalóides Mucoepidermóides;
    • Linfomas;
    • Melanomas;
    • Doença de Bowen.
  • Adenocarcinoma:
    • Glândulas anais Fístulas anorretais Mucosa retal;
    • Sarcoma de Kaposi;
    • Doença de Paget.

Carcinomas Epidermóides do Canal Anal:

Introdução

  • Espinocelulares: Origina-se da pele queratinizada do canal anal. Maior incidência entre a 5° e a 6° décadas de vida e predomina no homem.
  • Basalóides: Origina-se do epitélio de transição do canal anal. Maior incidência após a 4° década. Sem predominância de sexo. Metástases por contiguidade e via linfática são mais freqüentes que por via sangüínea.

Quadro clínico

Sangramento (geralmente vermelho rutilante, em pequena quantidade, ocorrendo ao evacuar), dor ( inicialmente ao evacuar e com a progressão torna-se contínua), secreção fétida com prurido e a presença de nódulo e/ou úlceras no ânus. Não raro observa-se a presença de linfadenomegalias (ínguas) inguinais, às vezes como o primeiro sinal. Lesão ulcerada, regular e bordas elevadas.

Veja a Imagem

Diagnóstico:

Exame proctológico: inspeção – na fase inicial nota-se lesões que variam de pequenos nódulos, normalmente fixos e endurecidos, a úlceras de bordas elevadas, irregulares e que ao toque mostra-se sangrante, dolorosa e endurecida; casos mais avançados observa-se lesões tipo couve-flor ulceradas ou não, com uma secreção extremamente malcheirosa. O diagnóstico é confirmado pela biópsias com estudo histopatológico.

Tratamento:

O tratamento depende: localização no canal anal (relação com a linha pectínia); extensão circunferencial; comprometimento linfonodal.

Normalmente utiliza-se o esquema de Nigro modificado, que compreende a radioterapia e a quimioterapia complementado pela ressecção da lesão residual com margens de segurança. A amputação abdominoperineal está restrita aos casos em que o tratamento inicial falha e para os muito avançados.

Adenocarcinoma do Canal Anal:

Introdução

É muito raro e origina-se na mucosa retal o qual invade o ânus, nas glândulas anis, nas glândulas apócrinas e nas fístulas anorretais crônicas. Tem um prognóstico pior que as lesões restritas ao reto porque podem provocar metástases precoces.

Quadro clínico

Semelhante aos dos tumores epidermóides. Lesão vegetante, endurecida e fixa.

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Tratamento:

É sempre cirúrgico, pela amputação abdominoperineal e complementado pela quimioterapia e radioterapia.