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PREVENÇÃO PRIMÁRIA DO CÂNCER COLORRETAL
PREVENÇÃO SECUNDÁRIA DO CÂNCER COLORRETAL
EVIDÊNCIAS DA SEQUÊNCIA ADENOMA-CARCINOMA E SERRILHADO-CARCINOMA COLORRETAL
POLIPECTOMIA DE PÓLIPOS PEDICULADOS GIGANTES
COLONOSCOPIA EM PACIENTE TOMANDO ANTICOAGULANTE
DIVERTÍCULO COLÔNICO INVERTIDO
LESÃO DE CRESCIMENTO LATERAL DO TIPO GRANULAR HOMOGÊNEO COM MAIS DE 10 MM
LESÃO DE CRESCIMENTO LATERAL DO TIPO GRANULAR MISTO COM MAIS DE 10 MM.
POLIPECTOMIA DE PÓLIPOS PEDICULADOS COM PEDÍCULOS COM MAIS DE 10 MM DE DIÂMETRO

 

PREVENÇÃO PRIMÁRIA DO CÂNCER COLORRETAL

É qualquer ato destinado a diminuir a incidência do câncer colorretal em uma população, reduzindo o risco de surgimento de casos novos. O objetivo da prevenção primária é impedir que o câncer colorretal se desenvolva.

Os estudos indicam que o consumo de carne vermelha e gordura animal e a presença de níveis elevados de colesterol estão relacionados à maior incidência de câncer colorretal, enquanto que o consumo de fibras, frutas e verduras, por sua vez, estão relacionados ao menor risco.
O nível de atividade física é fator relacionado ao desenvolvimento do câncer colorretal.
Estudos recentes sugerem, ainda modestamente, que a suplementação com cálcio (Carbonato de cálcio) pode ser efetiva contra recorrência de adenomas em doentes de risco moderado.

– Limitar a ingestão de gordura em 25-30% das calorias diárias.
– Não fumar e evitar o excesso de bebidas alcoólicas e refrigerantes;
– Aumentar a quantidade e a variedade de frutas e vegetais (cinco porções diárias).
– Ingerir 20-30 g de fibras por dia.
– Introduzir 3 g de carbonato de cálcio por dia.
– Consumir 500g/dia (2 copos de leite) está associado a redução do risco de câncer colorretal.
– Praticar regularmente exercícios.
– Manter os níveis adequados de vitamina D;
– Utilizar antioxidantes como a vitamina E, vitamina C e betacaroteno (alimentos de origem vegetal de cor alaranjada e amarelada), apesar de estudos demonstrarem não haver efeito significativo sobre a recorrência de adenomas.

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PREVENÇÃO SECUNDÁRIA DO CÂNCER COLORRETAL

É qualquer ato destinado a diminuir a prevalência de uma doença em uma população, reduzindo sua evolução e duração. Consiste na investigação de pessoas assintomáticas a fim de classificá-las com alta ou baixa probabilidade de desenvolver uma determinada doença.

A principal indicação da colonoscopia hoje em dia é o rastreamento do câncer colorretal, ou seja na prevenção secundária. Portanto, ser submetido ao rastreamento do câncer colorretal é quando se é examinado quando está tudo bem.

A principal medida para prevenção secundária do Câncer Colorretal está na descoberta e remoção dos pólipos neoplásicos benignos (pólipos adenomatosos e serrilhados), responsáveis por cerca de 95% do Câncer Colorretal. O seguimento em longo prazo de pacientes pós-polipectomias realizado nos Estados Unidos pelo National Polyp Study demonstrou uma redução de cerca de 90% na incidência e na mortalidade do CCR, utilizando modelos matemáticos.

Quando fazer a colonoscopia de rastreamento?
Risco médio: idade igual ou maior a 50 anos.
Risco intermediário: parentes de 1o grau de pessoas com pólipo (adenoma ou serrilhado) ou câncer colorretal aos 40 anos ou 5 anos antes.
Risco alto: mulheres com câncer de mama, ovário ou útero; passado de pólipo (adenoma ou pólipo serrilhado) no intestino; passado de câncer no intestino; portadores da Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.

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PREVENÇÃO SECUNDÁRIA DO CÂNCER COLORRETAL

EVIDÊNCIAS DA SEQUÊNCIA ADENOMA-CARCINOMA E SERRILHADO-CARCINOMA COLORRETAL

Evidências indiretas clínicas e epidemiológicas:
1. A prevalência do câncer colorretal segue a distribuição geográfica dos pólipos;
2. O câncer colorretal ocorre aproximadamente cinco anos após o surgimento dos pólipos, isto é, em faixas etárias maiores;
3. Cerca de um terço dos espécimes cirúrgicos de câncer colorretal incluem um ou mais pólipos associados (a frequência é seis vezes superior à observada nos grupos-controle sem câncer colorretal);
4. O tamanho do adenoma é o principal fator de risco para o surgimento da displasia de alto grau.

Evidências indiretas de estudos clínicos:
1. Os adenomas colorretais (presentes em 40% da população ocidental) são precursores da maioria dos cânceres colorretais, cerca de 80%, embora apenas alguns evoluam (5% a 10%), são os chamados adenomas progressivos.
2. O rico de câncer colorretal é relacionado diretamente com grau de displasia do adenoma. O tamanho do adenoma é o principal fator de risco para o surgimento da displasia de alto grau.
3. Adenomas vilosos são mais frequentemente observados com displasia de alto grau (30%). O que explica o maior risco de câncer colorretal nos adenomas vilosos.
4. O tempo médio de transformação para o câncer é de 7 anos para os adenomas progressivos com displasia de alto e de 11 anos para os de baixo grau.
5. Os estudos que analisaram a morfologia dos adenomas encontraram diferenças importantes na prevalência da displasia de alto grau e do câncer colorretal. Encontrada em 75% dos adenomas deprimidos, em comparação com 14,3% e 8,3% dos adenomas planos e polipoides, respectivamente.

05/09/2013 – Colonoscopia realizada em outro serviço.
Pólipo retal não ressecado a esclarecer. A critério clínico sugiro ressecção em ambiente hospitalar após o preparo de cólon adequado.
Data: 14/07/2017 – Colonoscopia solicitada para a ressecção do pólipo.
O pólipo se transformou em câncer retal avançado em 4 anos.

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PREVENÇÃO SECUNDÁRIA DO CÂNCER COLORRETAL

POLIPECTOMIA DE PÓLIPOS PEDICULADOS GIGANTES

A principal medida para prevenção secundária do Câncer Colorretal está na descoberta e remoção dos pólipos neoplásicos benignos (pólipos adenomatosos e serrilhados), responsáveis por cerca de 95% do Câncer Colorretal. O seguimento em longo prazo de pacientes pós-polipectomias realizado nos Estados Unidos pelo National Polyp Study demonstrou uma redução de cerca de 90% na incidência e na mortalidade do CCR, utilizando modelos matemáticos.

O tamanho do adenoma é o principal fator de risco para o surgimento da displasia de alto grau e do câncer colorretal.
A polipectomia para pólipos com pedículo acima de 10 mm de calibre recomenda-se realizar algum método profilático de sangramento imediato e tardio, isolado ou associado como:
– Injetar em sua cabeça, assim que identificado na introdução do colonoscópio e em sua implantação na mucosa, solução hemostática, geralmente 1 a 2 ml de solução fisiológica (NaCl 0,9%) com adrenalina variando 1:10.000 a 1:20.000;
– Apreender o pedículo mantendo-o estrangulado por cerca de 4 a 5 minutos com o intuito de reduzir o fluxo sanguíneo e iniciar a cascata de coagulação;
– Hemostasia mecânica com clipe metálico antes ou depois da polipectomia. Este clipe permanece aderido por alguns dias garantindo a hemostasia tardia e são inertes para o organismo.

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COLONOSCOPIA EM PACIENTE TOMANDO ANTICOAGULANTE

A polipectomia do cólon é classificada como um procedimento de alto risco de sangramento. Um estudo multicêntrico recente e em larga escala demosntrou uma taxa de sangramento pós-polipectomia de 1,2%. No entanto, esta taxa aumenta em 3 a 5 vezes em pacientes que tomam anticoagulantes.
The American Society for Gastrointestinal Endoscopy recomenda a interrupção temporária do anticoagulante 5 a 7 dias antes da realização da colonoscopia. Uma análise multivariada identificou que o uso da varfarina (Marevan) como um fator de risco independente para sangramento pós-polipectomia. Isso ocorre apesar da interrupção da anticoagulação para o procedimento. No entanto, embora a maioria dos pacientes se recuperem do sangramento pós-polipectomia, dados recentes sugerem que o risco de eventos tromboembólicos são significativos quando a anticoagulação é descontinuada e podem ser catastróficos, como o Acidente Vascular Cerebral.
A estratégia da maioria dos especialistas para eliminar o risco alto de sangramento imediato pós-polipectomia, mas não o tardio, nesses pacientes, é a descontinuação temporária do anticoagulante 5 a 7 dias antes do procedimento e a “cobertura” com heparina de baixo peso molecular, interrompida 24 horas antes do procedimento. A anticoagulção é retomada precocemente para minizar o risco do tromboembolismo. Este manejo além de complexo, depende da indicação da anticoagulação e da gravidade da doença além de não proteger contra o sangramento tardio.
O uso profilático do endoclipe, antes da ressecção, protege contra o sangramento imediato e tardio pós-polipectomia, principalmente nos grandes pólipos pediculados (diâmetro da cabeça do pólipo ≥ 10 mm) ou com pedículo grosso (diâmetro ≥ 4 mm), quando a anticoagulação pode ser continuada e a polipectomia realizada com segurança. Nos casos em que a estratégia acima é adotada, protege contra o sangramento tardio.
Nesse caso do vídeo, o cardiologista do paciente adotou a estratégia da “cobertura” temporária com heparina de baixo peso.
Técnica adotada no procedimento
Foi administrado Hioscina (butilbrometo de escopolamina) por via intravenosa para o relaxamento do cólon. O monitoramento do paciente durante e após o procedimento foi realizado pela oximetria de pulso e acompanhado pelo médico anestesista.
O colonoscópio foi manobrado para que o pólipo fosse visualizado na posição das 6 horas na tela do vídeo. Um segundo assistente manteve o colonoscópio na posição correta. O clipe foi exposto, aberto e colocado no pedículo do pólipo. Observou-se, em alguns minutos após a endoclipagem, a mudança da cor da cabeça do pólipo para vermelho escuro. Uma alça diatérmica foi usada para cortar o pedículo do pólipo pelo menos 5 mm acima do clipe, usando corrente mista de eletrocautério (blend 1). Após a polipectomia, o pólipo foi capturado com a alça e suavemente extraído através do ânus. O coto pedicular foi revisto 5 minutos após o procedimento.
O clipe deixado foi muito bem tolerado pelo paciente, não relatando desconforto, mudança no estilo de vida e alteração do hábito intestinal.
No entanto, alguns problemas podem surgir ao realizar a endoclipagem: pode ser um desafio colocar o endoclipe em circunstâncias em que o espaço é limitado para a abertura completa do clipe como no pedículo grosso (> de 12 mm), nos pólipos gigantes ou no diâmetro estreito da luz, particularmente na doença diverticular hipertônica do cólon esquerdo.
Procedimento complexo realizado por colonoscopistas experientes. Os pacientes podem ser liberados após a polipectomia se o procedimento for sem intercorrências.

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DIVERTÍCULO COLÔNICO INVERTIDO

Os divertículos são pequenas bolsas ou sacos que se formam na parede externa do intestino grosso. Consiste na saída da superfície interna do intestino grosso (mucosa) através dos orifícios onde os vasos penetram na parede intestinal.
Estima-se que 5% possuem os divertículos aos 50 anos e chega aos 60% acima dos 80 anos. A doença diverticular do cólon é uma doença adquirida. A causa é multifatorial.
O diagnóstico correto do divertículo colônico invertido é desafiador para o especialista, mas de extrema importância, porque a perfuração intestinal é uma séria complicação que pode ser provocada quando se realiza a sua retirada pensando que se tratava de um pólipo.
Para o diagnóstico diferencial do divertículo invertido com o pólipo deve-se observar se existe divertículos acima e abaixo, mostrando sequência longitudinal e a reversão do divertículo com a palpação com um acessório de trabalho confirma o seu diagnóstico.

LESÃO DE CRESCIMENTO LATERAL DO TIPO GRANULAR HOMOGÊNEO COM MAIS DE 10 MM.
MUCOSECTOMIA

Olá, quem procura acha! Fique de olho. A prevenção evita o câncer de intestino. Procure o seu médico e faça a colonoscopia.
A cromoscopia com o corante índigo carmim realça o seu relevo e limites.
A lesão é retirada pela técnica de mucosectomia que consiste na injeção de soro fisiológico sob a lesão para criar um espaço com a parede do intestino e assim minimizar o risco de perfuração e sangramento. Segue-se a sua retirada com a alça de polipectomia usando o eletrocautério.
O aspecto final mostra a retirada completa da lesão sem sinais de perfuração intestinal e sangramento.
Por fim, a lesão é retirada com a própria alça de polipectomia.

LESÃO DE CRESCIMENTO LATERAL DO TIPO GRANULAR MISTO COM MAIS DE 10 MM.

Olá! A colonoscopia não é um bicho-papão. A prevenção evita o câncer de intestino. Procure o seu médico e faça a colonoscopia.
Lesão de crescimento lateral do tipo granular misto com cerca de 15 mm.
A cromoscopia com o corante índigo carmim realça o relevo e os limites da lesão.
É retirada pela técnica de mucosectomia que consiste na injeção de soro fisiológico sob a lesão para criar um espaço com a parede do intestino e assim minimizar o risco de perfuração e sangramento. Segue-se a sua retirada com a alça de polipectomia usando o eletrocautério.
O aspecto final mostra a retirada completa da lesão sem sinais de complicações como a perfuração intestinal e sangramento imediato.
Por fim, a lesão é retirada com a própria alça de polipectomia.

POLIPECTOMIA DE PÓLIPOS PEDICULADOS COM PEDÍCULOS COM MAIS DE 10 MM DE DIÂMETRO

Evite o câncer de intestino.
Os pólipos podem virar câncer e são encontrados em cerca de 30% das colonoscopias.
O câncer de intestino acomete homens e mulheres de modo semelhante.
Faça a colonoscopia caso tenha 45 anos ou mais. Fique atento!
A retirada dos pólipos pela colonoscopia evita o câncer de intestino. A colonoscopia evita até 25 mortes pelo câncer de intestino para cada 1000 exames realizados.
Estes vídeos descrevem a técnica da polipectomia de pólipos pediculados com pedículos com mais de 10 mm de diâmetro. A injeção de solução de adrenalina reduz o fluxo de sangue prevenindo o sangramento. O pólipo é laçado com a alça de polipectomia e cortado usando o eletrocautério.
O pólipo é recuperado e enviado para análise. De acordo com o resultado da biópsia, nova colonoscopia é realizada entre 6 meses a 5 anos.
O processo é absolutamente indolor.

 

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